Em clima de fraternidade, ordem e pontualidade. Assim foi a cerimônia especial da Academia Guarulhense de Letras - AGL, que comemorou os 27 anos de fundação da entidade. O evento teve início precisamente às 20h de terça-feira, 13, no plenário da Câmara Municipal de Guarulhos, e contou com a presença de cerca de 100 pessoas. Compuseram a mesa, pela AGL, o presidente Armando Colacioppo e o secretário Plinio Tomaz; pelo Legislativo, os vereadores Gilberto Penido, Luiza Cordeiro e Toninho Raimundo.
Durante a solenidade, foram empossados dois novos acadêmicos efetivos. O professor de Direito José Roberto Machado passa a ocupar a cadeira 32, cujo patrono é Adolfo Vasconcelos Noronha. Em seu discurso, Machado homenageou a memória de Noronha, um dos fundadores das Faculdades Integradas de Guarulhos e da AGL. O historiador Silvio Ribeiro é o ocupante da cadeira 27, que tem Pedro Dias Gonçalves como patrono.
O arquiteto Mario Yoshinaga não pôde ser empossado por estar hospitalizado, recuperando-se de um acidente de trabalho. A posse de Yoshinaga será na cadeira 33, cujo patrono é Laerte Romualdo de Souza. O presidente Colacioppo declarou que “por ser um ato personalíssimo, o novo acadêmico deverá ser empossado em sessão solene extraordinária, no início de 2006.”
Houve, durante a solenidade, o momento lítero-musical. O saxofonista Gesiel Gomes e o tecladista André Luz apresentaram três números: Madalena, de Ivan Lins; Paz, de André Luz; e Samurai, de Djavan. Em um instante de descontração, o mestre de cerimônia, acadêmico Augusto Pinheiro, perguntou ao músico André Luz se sua composição tinha letra. Luz respondeu tratar-se de um trabalho instrumental. Pinheiro disse, então, que caso tivesse interesse, o autor poderia recorrer aos vários escritores que estavam na Casa.
O poeta Ibrahim Khouri, acompanhado ao teclado pelo maestro Colacioppo, declamou seu poema “É tarde”, e foi bastante aplaudido pelo público. Este, por sua vez, deu uma lição de bom comportamento e de cidadania, ao manter a ordem no recinto, respeitando quem estivesse se apresentando – tanto na tribuna, quanto em frente ao palco.
O jornalista e acadêmico Valdir Carleto interpretou um compacto do monólogo “Versos Roubados”, que será apresentado na íntegra nesta quinta-feira, 15, na FIG (veja matéria na página 15). Carleto também foi ovacionado. Houve, ainda, a participação da escritora e poetisa Sandra Schamas, que representou o amigo Mario Yoshinaga.
O presidente Colacioppo ofereceu a palavra aos vereadores presentes. Inicialmente, Luiza Cordeiro falou sobre sua emoção ao desfrutar da companhia de um grupo tão seleto de pessoas. Penido, presidente da Câmara, afirmou, emocionado: “Aprendi muito nesta reunião da AGL. Aprendi, por exemplo, que devemos valorizar a família”.
O acadêmico Gasparino José Romão discursou em nome da AGL. “É uma grande responsabilidade substituir João Ranali e representar este sodalício. Talvez tenha sido escolhido por ‘antiguidade’, mas creio poder contribuir com a literatura e a cultura de nossa cidade”, disse Romão.
Ao final, houve o lançamento da 7ª edição da Revista da Academia Guarulhense de Letras. Os presentes receberam exemplares, e puderam obter autógrafos dos “imortais” da cidade.