Tempo
Hoje

Min.18C
Max.22C
Amanhã

Min.17C
Max.21C






• Artigos - [08h30 04/10/2006]

Política é um jogo de xadrez
por Hugo Mesquita

Heloísa deixou aberto o espaço para a vitória de Collor

Domingo de manhã, antes de sair de casa para votar, comentava com minha esposa que o voto é como um jogo de xadrez.

Se o candidato cumpre mandato no Legislativo em outra esfera de governo (por exemplo, um vereador que se candidate a deputado estadual ou federal), elegê-lo significa também dar posse a seu atual suplente. 

Alguns exemplos em Guarulhos: se o Alan Neto, o Ricardo Rui e o Adilson Valente fossem eleitos como deputados estaduais, seus suplentes Peter Pong, Paulo Martins e Helena Sena, respectivamente, tomariam posse em suas cadeiras na Câmara Municipal.

Por outro lado, o voto em um candidato a deputado federal ou estadual que não foi eleito, contribui para a eleição de outro candidato com maior número de votos do mesmo partido ou coligação. Por exemplo, quem votou em Orlando Fantazini, elegeu Ivan Valente.

O que se observa é que o eleitor, via de regra, não tem a menor preocupação com tais detalhes. Existem outras situações mais inusitadas.

Posso afirmar, sem chance de errar, que a candidatura Heloísa Helena (PSOL) à Presidência da República foi fundamental para a eleição de Fernando Collor a senador.

Heloísa Helena foi eleita para o Senado em 1998, por Alagoas, quando ainda era filiada ao PT, e deixa o cargo no final deste ano. 

Expulsa do partido, fundou o PSOL, e por seu posicionamento firme e duro contra o governo Lula, merecidamente habilitou-se à disputa presidencial, recebendo significativo apoio do eleitorado.

Entretanto, deixou aberto o espaço político que ocupava em seu estado, como senadora, o que encorajou o ex-presidente Fernando Collor a ocupá-lo, elegendo-se senador pelo PRTB. 

Pois é. Política é um jogo de xadrez.

Se a Heloísa Helena tivesse se candidatado novamente a senadora por Alagoas, possivelmente seria reeleita, e muito provavelmente Fernando Collor não teria sido eleito senador. 

Agora, resta-lhe voltar a ser professora e tentar a sorte nas urnas novamente dentro de quatro anos.

Notícias relacionadas:

Trocando os pés pelo traseiro [12h08 22/08/2008]
O que o mito da caverna tem a nos dizer [10h38 21/08/2008]
Etelvina, não vou mais trabalhar! [10h33 21/08/2008]
Uma roupa cara que não cai bem [10h26 15/08/2008]
Transposição muda história do cangaço [10h32 14/08/2008]

CapaTopoImprimirIndicar


© Olhão.com - 2005.
Todos os direitos reservados à
Repórter da Cidade Editora Ltda.
Fone: 3488-2500
Publicador em Tempo-Real Desenvolvimento,
tecnologia e manutenção:
Neux Comunicação.