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• Artigos - [10h29 07/02/2008]

Pesquisa eleitoral: fazer ou não?
por Alfredo Zott

Não se deve ceder à tentação de pesquisas caseiras ou amadoras

Uma campanha eleitoral deve ser precedida de estratégia que, por sua vez, será balizada por pesquisas. Caso contrário, é mergulhar num poço de incertezas. É atirar no escuro.

Não há mais espaço para amadorismo. Hoje tudo muda com incrível rapidez. Os meios de comunicação despejam como enxurrada uma volumosa quantidade de informações, provocando uma intensa flutuação nas opiniões e sentimentos da população (eleitorado). Daí que captar esses momentos e seus efeitos na cabeça do eleitor é primordial para qualquer candidato, e o instrumental para medir esse contexto político-social é certamente o recurso das pesquisas. Quem não conseguir compreender a realidade que o cerca, terá uma campanha equivocada, gastará muito e receberá pouco.

Um bom exemplo e, clássico, é a candidatura do ex-presidente Fernando Collor, que captou muito bem o que a população queria e personificou as mudanças que o eleitorado queria.

Criou uma marca na figura do “caçador de marajás” e tornou-se o candidato que mais se afinava com os desejos e sonhos de grande parcela do eleitorado nacional.

A análise do contexto político-social deu o norte a sua campanha e que por si só não bastava; foi preciso usar as respostas colhidas da pesquisa e implementá-las como estratégias de ação através de um marketing competente, atrelado à comunicação igualmente competente.

Nos processos eleitorais, deve-se realizar pesquisas qualitativas e quantitativas e, em casos mais complexos, utilizar pesquisas fechadas com dinâmicas de grupo, utilizando-se de aparelhos individuais de controle-remoto.

Em finais de campanha, são comuns as pesquisas de “tracking” com periodicidade curta (semanal e até diária). Em campanhas do tipo proporcional, a cargos do Legislativo, fica mais difícil obter resultados efetivos com as pesquisas.

Se o orçamento de campanha não permitir qualquer tipo de pesquisa, não se deve ceder à tentação de preparar pesquisas caseiras ou amadoras. Nesse caso, entre fazer ou não, é melhor ficar com a segunda opção.

Tão importante como fazer pesquisas é a sua leitura correta ou a interpretação com eficiência.


Alfredo Zott é consultor de marketing eleitoral em Guarulhos e autor do livro "Markenting Comportamental"

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