Artigos - [09h47 11/09/2006]
O que esperam os jovens eleitores?
por Fátima Murad
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, 48,49% dos candidatos a deputado federal e 45,63% dos candidatos a deputado estadual situam-se na faixa entre 45 e 59 anos de idade.
Quase doze mil jovens de Guarulhos entre 16 e 17 anos de idade comparecerão às urnas nas eleições de 1º de outubro.
Em todo o país, eles somam 3,2 milhões de eleitores, um milhão a mais que em 2002, o que representa 43% dos meninos e meninas nessa faixa etária.
O que leva esses jovens, que não são obrigados a votar, a se alistarem voluntariamente? E isso em um momento em que boa parte do eleitorado, desiludida com as instituições democráticas, manifesta a intenção de anular o voto?
Essa é uma questão que começa a mexer com os partidos. Não é casual que todos os candidatos aos cargos majoritários venham batendo insistentemente na tecla da educação e da profissionalização dos jovens nestas últimas semanas de campanha.
Esses são, sem dúvida, problemas que afetam diretamente as novas gerações, que buscam uma perspectiva melhor do que engrossar as estatísticas dos desempregados em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Ou, o que é pior, as estatísticas da violência.
Mas não bastam as promessas e as boas intenções. Todos sabem que esses problemas já atingiram dimensões muito grandes para se resolverem da noite para o dia.
Uma mudança nesse panorama exige um trabalho sustentado dos partidos, a começar pela representação dos jovens em seus quadros. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, 48,49% dos candidatos a deputado federal e 45,63% dos candidatos a deputado estadual situam-se na faixa entre 45 e 59 anos de idade. Essas proporções caem para 10,24% e 13,17% na faixa até 34 anos.
Além disso, a grande maioria dos candidatos é constituída de advogados, empresários, comerciantes, médicos, funcionários públicos, aposentados, e uma parcela bem menos significativa de professores e estudantes.
Está mais do que na hora dos partidos abrirem suas portas e ouvirem o que os jovens têm a dizer, sob pena de serem atropelados pelo bonde da história.
Os dados estão mostrando que os jovens não são tão alienados como se costuma crer.
|
Notícias relacionadas:
Trocando os pés pelo traseiro [12h08 22/08/2008]
O que o mito da caverna tem a nos dizer [10h38 21/08/2008]
Etelvina, não vou mais trabalhar! [10h33 21/08/2008]
Uma roupa cara que não cai bem [10h26 15/08/2008]
Transposição muda história do cangaço [10h32 14/08/2008]
|
Capa Topo Imprimir Indicar
|