Ninguém duvida que a expansão do metrô seja a melhor solução para o caos em que se transformou o trânsito em São Paulo.
O grande problema do metrô paulistano é, justamente, ter uma extensão muito aquém das necessidades, deixando de atingir as regiões metropolitanas.
Em 30 anos de operação, seus trilhos atingiram somente 60 quilômetros - ridículos dois quilômetros por ano!
Só para comparar: o metrô de Londres tem 400 quilômetros, o de Nova York, perto de 360, e o de Paris alcança quase 300. O metrô da Cidade do México tem cerca de 120 quilômetros — o dobro do paulistano.
Temos portanto de encontrar as maneiras para compatibilizar uma necessidade óbvia de São Paulo com formas de assegurar os financiamentos adequados. E estas alternativas existem, embora sofram resistências quase irracionais de alguns segmentos.
Por exemplo, todos agora sabemos que o Programa de Concessões de Rodovias do Estado gerou, em curto prazo, investimentos da ordem de R$ 6 bilhões, trazendo benefícios inequívocos para toda a população do Estado. É a prova de que há, sim, um caminho para solucionar as graves questões de infra-estrutura que enfrentamos.
E este caminho tem nome e sobrenome: Parcerias Público-Privadas, conhecidas como PPPs, que impulsionam o crescimento de toda a infra-estrutura.
A proposta de PPP para a Linha 4 do metrô paulistano procurou o ponto de equilíbrio entre o investimento público e privado, atraindo investidores e assegurando serviço de qualidade aos usuários, sem majorar a tarifa atual.
Na nova Linha 4, o setor estatal participará com 73% e o privado, com 27%, o que significa uma economia de cerca de US$ 340 milhões de dinheiro público, além da obrigação do novo concessionário de operar e manter o serviço com rigoroso padrão de qualidade, fiscalizado pelo Estado.
A PPP é um exemplo do que podemos fazer no sentido de tornar realidade as reformas estruturais, desburocratizar e reduzir os desperdícios do gasto público — que são algumas das principais bandeiras da FIESP.
PAULO SKAF é presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).