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• Artigos - [18h44 18/08/2006]

É preciso mudar a dura realidade
por Wagner Morandini

São três as prioridades: segurança, alimentação e educação

Pensei o que eu poderia fazer para contribuir com a melhora da sociedade. Lembrei do conflito no Oriente, que provoca a morte de milhares; muitas crianças que poderiam vir a ser homens mais fraternos dos que os que as assassinaram. Um gosto amargo me invadiu a boca, mas pensei: é longe, aqui não temos bombardeios!

Divaguei pelas enormes desigualdades sociais que o nosso Brasil apresenta. Não temos uma guerra declarada, mas uma guerrilha urbana. Se não mudarmos logo essa dura realidade, seremos prisioneiros em nossas próprias casas, obrigados a diariamente superar nossos receios para cumprir a jornada de trabalho.

O medo dificultará a busca de uma solução, porque ele paralisa e nos impede de raciocinar. Urge trabalharmos em prol de mais segurança para nós, cidadãos de bem e contribuintes.

Parece razoável que as prioridades sejam três: Alimentação, Segurança e Educação. Você pode me perguntar: “E a Saúde?” Como médico, considero a saúde fundamental. As verbas para a saúde estão aquém da necessidade e, por isso, muita gente morre à espera de um tratamento. Mas saúde também depende de segurança, boa nutrição e educação de qualidade.

A segurança deve garantir não só nossa proteção perante os bandidos armados, mas também tirar os corruptos dos cargos que ocupam. Temos de garantir o crescimento da livre iniciativa, para gerar mais empregos e acesso aos alimentos. Cada um de nós precisa se doar um pouco, em prol dos carentes.

As escolas devem estar disponíveis em período quase integral, para manter as crianças e adolescentes ocupados e fora das ruas. A grade curricular deve contemplar atividades esportivas, artísticas e principalmente a ética, para formar cidadãos plenos.

É nossa responsabilidade escolher muito bem em quem votar nas próximas eleições,  também no Legislativo. Há quem prefira candidatos que defendam uma classe, por exemplo, um médico comprometido com a profissão. Há quem prefira candidatos da  região. As duas linhas estão certas e cabe a cada um escolher entre elas. Recomendo que não tratem desse assunto como algo banal, pois a nossa “arma”, o voto, não deve ser usada a esmo!

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