Tempo
Hoje

Min.18C
Max.22C
Amanhã

Min.17C
Max.21C






• Artigos - [08h33 22/09/2006]

No 2º mandato, é matar ou morrer
por Alexandre Polesi

E por que Lula precisa destruir a oposição?

Irritadíssimo com a história do dossiê contra os tucanos, o presidente Lula tentou espanar a fuligem e livrar-se dos estilhaços, lançando a pergunta-chave: a quem interesse o crime?

Quer que acreditemos que ele e o PT não estariam interessados em marolas na reta final da eleição. Mas a resposta é simples.
Supondo (como o PT supõe) que a reeleição no primeiro turno já são favas contadas, toda a estratégia do partido se resume agora a destruir a oposição, vale dizer, impedir a vitória de José Serra em São Paulo.

E por que Lula precisa destruir a oposição? Porque a guilhotina do impeachment penderá sobre sua cabeça já nas primeiras semanas do eventual segundo mandato e o acompanhará como uma sombra. É matar ou morrer.

Depois de tantas bandalheiras, um Lula reeleito, ainda que no primeiro turno, será um dos presidentes mais frágeis da história do país. 
Assim como Napoleão, que, embora imperador, dependia sempre da vitória militar seguinte para manter-se no poder, Lula será refém das pesquisas de opinião no segundo mandato.

Qualquer variação de humor da população, qualquer mudança do cenário econômico, qualquer acidente acenderá a faísca do impeachment.

O Congresso está desmoralizado, mas amanhã, sob uma nova legislatura, estará sedento por lavar sua honra, e o fará na primeira oportunidade.

Lula sabe que sua margem e manobra é estreita. Uma das hipóteses é a ditadura mais ou menos disfarçada. É o que explicaria as insinuações sobre o fechamento do Congresso, na semana passada. Foi um balão de ensaio.

A outra é uma variação da primeira: um reinado com a oposição desmoralizada e toda a iniciativa política sob controle do governo.
O PT leu corretamente a recente Carta Aberta de FHC.

Percebeu que FHC e Serra, um vez eleito, serão os nomes da futura oposição – uma oposição muito mais implacável do que a dos gentis Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

A quem interessa o crime? À sobrevivência do segundo mandato, ora.
Só que houve um “acidente de trabalho.” A bomba explodiu no colo dos terroristas, e deu tudo errado...

Notícias relacionadas:

Trocando os pés pelo traseiro [12h08 22/08/2008]
O que o mito da caverna tem a nos dizer [10h38 21/08/2008]
Etelvina, não vou mais trabalhar! [10h33 21/08/2008]
Uma roupa cara que não cai bem [10h26 15/08/2008]
Transposição muda história do cangaço [10h32 14/08/2008]

CapaTopoImprimirIndicar


© Olhão.com - 2005.
Todos os direitos reservados à
Repórter da Cidade Editora Ltda.
Fone: 3488-2500
Publicador em Tempo-Real Desenvolvimento,
tecnologia e manutenção:
Neux Comunicação.