A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sentiu os efeitos da nova onda de choque nos mercados mundiais e fechou ontem em forte queda de 3%, depois de ter caído 6% nos dois pregões anteriores.
O Ibovespa caiu para 59.577 pontos. Pela primeira vez desde março, desceu para o patamar abaixo dos 60 mil pontos.
Com a desvalorização de ontem, a Bovespa já acumula 8,4% de queda nos três primeiros dias de julho. No ano, o acumulado já é negativo, anulando os ganhos obtidos depois de abril, quando o Brasil ganhou o "grau de investimento" da agência de classificação de riscos Standard& Poor’s.
Ontem, o índice chegou a mostrar leve reação na abertura das operações, mas logo inverteu o sentido, influenciado pelo mercado global, que teve um dia de instabilidade com o aumento dos juros na Europa e os sinais de fraqueza do mercado de trabalho e do setor de serviços nos EUA.
Contribuiu para a queda também um movimento de realização de lucros que atingiu as ações de siderúrgicas e de companhias aéreas. Estas foram afetadas por um relatório com estimativas de resultados mais fracos da Gol.
Já a cotação do dólar avançou 0,5%, fechando a R$ 1,611.