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• Economia - [09h52 11/05/2007]

À vista, a prazo ou nenhuma das alternativas anteriores?
por José Augusto Viana Neto

Pesquisa do CRECI-SP revela crescimento nos financiamentos bancários

A última pesquisa do CRECI-SP relativa à venda de imóveis traz a informação de que houve um crescimento no número de financiamentos bancários, entre março de 2006 e março de 2007. Somente os créditos concedidos pela CAIXA cresceram 13,27% no período.

Os financiamentos por outros bancos apresentaram variação positiva de 20,94%.  Em março, os empréstimos com recursos da poupança atingiram R$ 1,322 bilhão - índice 116% maior que o de 2006 - com 16.084 unidades vendidas, um aumento de quase 96% comparado ao ano anterior.

Para os corretores, a venda de imóveis financiados sempre esteve presente na pauta das negociações: o início das conquistas foi em 1977, quando eles conseguiram a Carta de Crédito da CAIXA, o que proporcionou milhares de financiamentos. Desde então, a categoria vem pleiteando junto ao Governo e às instituições financeiras condições que favoreçam o aquecimento do mercado, como a queda de juros, o crédito com prazos maiores, a flexibilidade na composição da renda familiar e o financiamento de 100% do valor dos imóveis usados.

Estes e outros tópicos já faziam parte do projeto Favela Zero encaminhado pelos corretores ao Governo em 2004 e, desde então, muitas famílias se beneficiaram pelo atendimento às reivindicações destes profissionais e podem, hoje, contar com a tão sonhada casa própria.

Foi por acreditar em um projeto que atendesse a uma grande parcela da população, que o CRECI-SP investiu no treinamento gratuito de seus inscritos, possibilitando que mais de 10 mil corretores de imóveis se especializassem em operações de financiamento. Se hoje os índices mensais se superam, muito se deve ao empenho dos corretores e à parceria com o setor financeiro, buscando as melhores condições para a venda dos imóveis.

Por várias vezes, o CRECI-SP esteve presente a mesas de debates e pode perceber até certa surpresa por parte de outras entidades do setor ao tomarem conhecimento dos índices crescentes de financiamento para a aquisição de imóveis. E o que surpreende, também, é que esse expediente tem colocado as classes menos favorecidas mais próximas da realização de seu sonho, e feito com que grandes construtoras passem a enxergá-las como um mercado promissor. Assim, só se pode concluir que os corretores, efetivamente, estão empenhados na negociação dos imóveis financiados. Não há nenhuma resistência da categoria neste sentido e a reclamação se concentra em algumas dificuldades de acesso ao crédito, encontradas pelos clientes interessados nas propriedades.

O prazo para a liberação do dinheiro está se tornando menor o que entusiasma um número maior de corretores a se dedicarem à venda financiada. Além disso, a ampla participação nos Feirões e os plantões em agências da CAIXA são uma prova inequívoca do interesse dos profissionais nesta questão e de que, portanto, não há necessidade de convencê-los que este é o melhor caminho.

O papel assumido pelos incorporadores há algumas décadas – financiando seus empreendimentos diretamente aos compradores – preencheu uma lacuna importante, permitindo que o mercado pudesse funcionar quando não havia crédito disponível, e possibilitando que os setores público e privado se beneficiassem de sua coragem. Essa prática vai persistir enquanto os bancos resistirem em ofertar financiamento na mesma base.  Afinal, para os clientes que têm condições de adquirir um imóvel em um prazo mais curto, o parcelamento junto às incorporadoras ainda é incomparavelmente mais vantajoso do que o oferecido pelas instituições bancárias. 


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