A empresa belgo-brasileira InBev comprou a fábrica de cerveja norte-americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, por US$ 52 bilhões. Com a aquisição, InBev torna-se líder mundial na indústria cervejeira e uma das cinco maiores empresas de produtos de consumo do mundo. A nova companhia será dirigida pelo executivo-chefe da InBev, o brasileiro Carlos Brito, que comandou a operação.
O negócio vinha sendo tentado há mais de um mês, mas o conselho de administração da Anheuser-Busch recusava a oferta inicial de US$ 46 bilhões, até que ontem aceitou a nova proposta, equivalente a cerca de US$ 70 por ação.
A operação enfrentou forte resistência dentro dos EUA, onde a Budweiser é vista como um produto tipicamente nacional. Segundo o jornal "New York Times", "a Budweiser é um sinônimo de cerveja americana para milhões de pessoas".
Os políticos também reagiram. O governador de Missouri, Matthew Blunt, afirmou estar "muito preocupado" e pediu que as autoridades antitruste dos EUA entrem em ação. O candidato democrata à Presidência, Barack Obama, chegou a declarar no início do mês que seria "uma vergonha se estrangeiros se tornarem donos da Bud".
Em 1999, a agora vice-líder mundial Miller foi comprada pelos sul-africanos da SAB, e em 2005 a empresa canadense Molson adquiriu a Adolph Coors.
Carlos Brito, de 48 anos, teve uma ascensão meteórica na Brahma, dirigindo os negócios do ramo da empresa dedicado a refrigerantes, o departamento de vendas e a chefia de operações antes de assumir o maior cargo na AmBev, em 2004. Seu estilo é considerado agressivo.
Na InBev, sempre superou todas as expectativas estabelecidas pela empresa.