Economia - [08h39 24/08/2006]
Setcesp cobra conclusão do viaduto Fernão Dias
por José Augusto Pinheiro
Sindicato critica má conservação da região de Cumbica
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo – Setcesp, Urubatan Helou, defendeu urgência na conclusão das obras do viaduto da rodovia Fernão Dias, próximo à rodoviária de Guarulhos. Segundo ele, os trabalhos estão emperrados desde que a Prefeitura de São Paulo passou para as mãos do PSDB, em 2005. “Tudo (a obra) está preparado: o governo federal enviou o dinheiro; a Prefeitura de Guarulhos fez sua parte, mas ‘picuinhas’ políticas estão impedindo que o viaduto seja concluído, desde que o Serra assumiu a Prefeitura”, disse Helou ao abrir a 3ª edição do Setcesp Itinerante de Guarulhos, nesta quarta-feira, no restaurante Roda Viva.
Sobre esse assunto, o prefeito Pietá disse que a solução para esse problema é uma questão de tempo e isentou a Prefeitura de Guarulhos de responsabilidade. “Os recursos já foram liberados pelo governo federal. No entanto, o gestor é a Prefeitura de São Paulo e a obra está em processo licitatório. Nós tentamos assumir a gestão do convênio, mas teríamos que começar da estaca zero – o que implicaria em maior atraso do início das obras. É melhor trabalhar com o convênio já existente”, afirmou.
O evento reuniu cerca de 120 empresários do setor, além do prefeito e dos secretários Antonio Carlos de Almeida (Desenvolvimento Econômico) e Patrícia Veras (Transportes e Trânsito). Segundo Helou, o setor de transportes de carga enfrenta dificuldades, como o rodízio municipal de veículos na capital, entre outras. “Isso faz com que 20% da frota de caminhões novos seja deixada no pátio, enquanto a empresa precisa contratar os serviços de terceiros, com a utilização de veículos antigos”, disse.
Helou também falou sobre os tributos que incidem sobre os serviços de transportes de carga. “De tudo o que é transportado, 56,4% são impostos diretos e indiretos. A incompetência dos diversos níveis de governo esbarra na competência da iniciativa privada. É urgente a necessidade de desonerarmos o setor. A capacidade contributiva do empresariado já se exauriu. Da forma como está, não pode continuar.” Embora admitindo que houve avanços recentes, citou a má conservação da região de Cumbica, onde se situa boa parte das transportadoras de Guarulhos: “Nosso setor merece mais respeito, pois representa quase 30% dos negócios gerados na cidade”.
CUMBICA Elói Pietá aproveitou a oportunidade para falar de feitos de sua gestão, elogiar o governo federal, criticar o estadual e expor a situação da Cidade Satélite de Cumbica. “Já avançamos bastante no processo de revitalização do bairro, mas há muito o que fazer. Há a necessidade de asfaltar ainda 45 ruas, além de ser promovido o encaminhamento de cerca de duas mil famílias que estão em favelas. O problema de 250 famílias da avenida Guinle foi resolvido”, assegurou. Pietá propôs uma parceria visando à troca de tributos por obras e benfeitorias, que ficariam a cargo dos empresários.
Ao final do evento, Urubatan Helou disse que o evento foi produtivo. “Pelo menos uma coisa valeu: a proposta de trocarmos tributos por desenvolvimento. Estamos abrindo espaço para iniciarmos o processo de revitalização da Cidade Satélite Industrial de Cumbica”.
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