Todos acreditam que a chave para mudar o país é a educação. Mas o governo não cobra metas, não altera o conteúdo e nem reforma o sistema de forma consciente e efetiva.
Para colaborar com a discussão sobre educação no Brasil com uma nova perspectiva, a Verus Editora lança o livro Aprendendo o tempo todo, de John Holt. Ainda pouco conhecido no Brasil, Holt é um dos mais famosos educadores norte-americanos, tendo vendido mais de 2 milhões de livros em seu país. Suas idéias originais sobre educação fizeram com que a publicação The New York Review of Books o considerasse da “grandeza de [Jean] Piaget”, o renomado psicólogo suíço, cujo trabalho foi pioneiro no campo da inteligência infantil.
Holt dedicou sua vida a estudar como crianças e jovens aprendem. Em sua longa experiência como professor e pesquisador, reconheceu que aprender não é produto de ensinar. O essencial no processo educacional é despertar uma curiosidade desinteressada pelo sentido das coisas. Se forçarmos as crianças a aprender o que não lhes interessa, elas se tornarão desestimuladas. Holt dá mais importância ao processo de construção de conhecimento do que ao de adquirir conhecimento. Ele não ensina maneiras de como educar as crianças, mas de como não atrapalhá-las durante o processo natural de descobrimento das coisas do mundo, o que faz com que seu livro seja de grande importância também para os pais. Holt mostra como as crianças aprendem sozinhas e como os adultos, geralmente, apenas atrapalham, por melhor que sejam suas intenções. E o modo como os pais e educadores influenciam as crianças na aprendizagem vai marcar a personalidade delas pelo resto da vida.
Em Aprendendo o tempo todo, John Holt parte de uma perspectiva idealista de ensino, sem jamais perder de vista a realidade prática das salas de aula, nunca extraindo teoria da teoria, mas sempre atento a casos concretos em que crianças estão em situações reais de aprendizagem.A obra, contém 186 páginas, está disponível nas principais livrarias; o preço sugerido é de R$ 24,90.
Cuidado com o corretor ortográfico
A informática tem sido uma ferramenta de muito valor para quem escreve e o corretor ortográfico pode ajudar bastante. Mas é importante considerar que ele tem uma programação para comparar o que é digitado com o dicionário que está gravado. Em alguns casos, o corretor sublinha a palavra para alertar o escritor de que há duas formas de grafia, o que depende do contexto em que o termo é aplicado. Muitos desavisados entendem que o aviso é para acentuar a palavra e acabam grafando errado.
São poucos os acentos diferenciais, mas eles ainda existem. Um exemplo é a palavra “por”, que pode ser preposição, sem acento, ou o verbo, com acento (pôr). Outro é “para”: a preposição não leva acento; a conjugação da terceira pessoa do singular, sim (pára). Há casos em que o acento diferencia o verbo no tempo presente do passado: pode (presente) – pôde (passado); ou o singular do plural: tem, vem (singular) – têm, vêm (plural). Cuidado: vêm é do verbo vir; do verbo ver é vêem.
Um erro do editor de textos Word é o verbo “ter”, pois o corretor ortográfico só considera com letra maiúscula. Pode parecer absurdo, mas muita gente segue à risca e grafa com maiúscula, mesmo no meio do texto.
Uso do trema
Há quem pense que o trema não existe mais. E erra. E há quem coloque o trema onde ele não existe.
O trema deve ser colocado sobre a letra “u”, depois de “q” ou “g”, apenas quando o “u” é pronunciado. Isso só ocorre antes de “e” e de “i”. Mas não em todos os casos; daí a maior dificuldade. E escolhemos exemplos de palavras que devem ser escritas com trema e, em conseqüência, pronunciadas com trema. Ôpa! Conseqüência é uma delas. Veja outras: agüentar, seqüestro, lingüiça, qüinqüênio(duas vezes); qüiproquó (só no primeiro “u”, pois nunca vai trema precedendo “a” ou “o”.
No horário eleitoral gratuito, há vários candidatos propondo debater várias “qüestões” ou fazendo “qüestionamentos”. Estão errados: o certo é questão e questionamento, sem trema. Questione os que falam “qüestionar”.
Valdir Carleto
Professores da rede pública terão aulas de espanhol
Convênio assinado entre o governo do Estado e o Santander beneficiará cerca de 45 mil professores da rede pública
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, e Emílio Botín, presidente do Grupo Santander, assinaram, no dia 6 deste mês, um acordo de cooperação para impulsionar projetos dirigidos à formação e capacitação de 45 mil professores, para o ensino da Língua Espanhola na rede pública do Estado de São Paulo.
Este é um acordo sem precedentes entre uma instituição financeira e uma administração pública, e envolve instituições de prestígio, como o Instituto Cervantes, as universidades públicas do Estado de São Paulo e o Universia Brasil (que desenvolve suas atividades com o patrocínio do Grupo Santander).
As universidades estaduais paulistas (Universidade de São Paulo – USP, Universidade de Campinas – Unicamp, e Universidade do Estado de São Paulo – Unesp) serão responsáveis pela seleção de tutores e oferecerão suas propostas acadêmicas ao projeto.
O Instituto Cervantes será o responsável pela elaboração dos conteúdos, da provisão da plataforma tecnológica e do apoio à iniciativa, por meio de seu Centro de Formação de Professores.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo colocará à disposição do projeto um canal específico dentro de seu portal de conteúdos e serviços, e oferecerá a infra-estrutura tecnológica, como a videoconferência, com o objetivo de difundir e dinamizar a participação do corpo docente.
O Universia Brasil realizará a coordenação geral do projeto e proporcionará uma plataforma de ensino, por meio do Portal Universia, que permitirá o acesso dos professores, tanto a partir das mais de seis mil escolas em que trabalham, como em suas próprias casas, via internet.
Francisco Luzón, vice-presidente mundial do Universia e conselheiro e diretor geral do grupo Santander, afirmou que “o Santander será o responsável pelo apoio financeiro da iniciativa, participará dos comitês de organização e seguimento do projeto e acrescentará sua experiência em projetos dirigidos ao desenvolvimento da Educação”.
A primeira fase desse acordo parte de um piloto que tem como objetivo a capacitação dos primeiros dois mil professores de Espanhol, em um prazo de 18 meses. A segunda fase, que começará em meados de 2007, permitirá incorporar 7,5 mil professores por ano ao projeto, cumprindo os objetivos da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Durante o processo de formação, os professores terão acesso a um material didático multimídia e interativo, com vídeos, recursos de áudio, jogos interativos de aprendizado virtual, chats, fóruns, audioconferências e e-mail, o que facilitará a participação em comunidades de colaboração para o aprendizado de Espanhol.
A inter-relação de experiências educacionais
Conectando sob nosso pensamento às diversas oportunidades expositivas de trabalhos artísticos (ou não) na vida escolar, podemos considerar primeiramente que:
A perfeição é uma farsa manipuladora de egos e também criada por eles, para enganosamente nos acharmos auto-suficientes. Essa completude de ser “o melhor” é muito vista e sentida na nossa formação pessoal, tanto perante as pessoas, como nós mesmos.
Poderia eu continuar dizendo que a perfeição é um degrau inatingível de um topo utópico e mesmo assim idealizado; porém, acreditando que a pureza da aura que nós humanos (dispostos a evoluir sempre) temos em nossas mãos transmita esta mensagem reflexiva, então coloco como ponto de partida o progresso gradativo em sociedade, que vai desde o bebê até o mais experiente ancião.
Só a experiência efetiva garante o saber, não deixando de entender que o conhecimento sempre requer minha relação com o outro, os fatos que compõem a história pessoal de cada um e de que maneira encaro tais situações, tirando proveito dos dois extremos que possuem os resultados: sucesso e fracasso. Quem aprende, aprende com alguém ou com algo; por isso as relações humanas devem ser estreitadas em laços fortes com o passar do tempo.
O sucesso de nossas experiências educacionais ao longo de nossa vida se dá à medida em que inicialmente acolhemos, depois desfrutamos e, por fim, analisamos as práticas vivenciadas.
Já o fracasso pode ser analisado muito mais em outras diversas questões do nosso cotidiano, do que propriamente no ambiente escolar, uma vez que a escola deve ser um ambiente de integração – cooperação e não de competição. É sabido que nem sempre os objetivos que o educador propõe fluem nos trabalhos dos alunos, mas não deve ser encarado como fracasso e sim como reciclar a maneira de como passar a idéia aos alunos. Levando a discussão para o aluno, deve saber valorizar detalhes de destaque nas participações deles nas atividades e não instalar mesmo que subconscientemente a idéia de “fracasso”.
Por isso, defendo a preservação da “mostra artística” como incentivadora da real prática de ensino através de experiências vividas; sem comparações, sem júri, sem máscaras e sem artificialidade (de certa forma imposta pelo rigor da bancada de um juízo final).
Na comunicação em apresentações escolares podemos, como educadores, refletir e transmitir esta consciência aos nossos alunos: O que de melhor trouxe para o espectador? O que consegui deixar com o público? O que levarei comigo de mais relevante?
Questionamentos pautados pela mensagem, conceito e idéia, foco do trabalho. Estas três etapas são eixos de nossa prática de ensino-aprendizagem, também exercida em alguns momentos pelos alunos. Já a teoria (também importante) requer o pré e o pós da apresentação, esmiuçados em proposta e resultado.
Professor Tiago Ortaet
E.E. Parque Continental
Educação Artística
Espaço Acolher, no Centro, oferece curso de berçarista
Próxima turma terá início em 21 de outubro, aos sábados
Com o objetivo de preparar profissionais e dar suporte a um público voltado à educação da criança de zero a dois anos, o “Acolher” Centro de Convivência e Desenvolvimento Pessoal lançou em agosto, o curso “Berçarista numa Perspectiva Multidisciplinar”, com 11 áreas do conhecimento, tais como: pedagogia, psicologia, enfermagem, psicomotricidade, nutrição, fonoaudiologia, massoterapia, entre outras.
“O curso tem a finalidade de explorar os aspectos mais específicos de cada área, oferecendo suporte a todo o desenvolvimento da criança, tanto nos aspectos físicos e de aprendizagem, como no emocional e social, visto que nosso sistema atual de formação de educadores não contempla essa faixa etária, deixando de qualificar satisfatoriamente profissionais que trabalham no cuidado e educação dessas crianças”, explica Cristiane B. Pavan, pedagoga e uma das coordenadoras e fundadoras do Acolher.
O curso é formado por 24 módulos, com 72h de aulas teóricas, complementado por 24h de estágio prático em berçários de escolas particulares e públicas. A primeira turma já está em andamento e entre os seus participantes estão desde mantenedores de escolas e professores, até gestantes que buscam orientação segura referente ao desenvolvimento sadio do seu bebê.
Fundado em março de 2005, o Acolher conta com uma equipe multidisciplinar que reúne cerca de 30 profissionais de diversas áreas. “O perfil desses profissionais é marcado pelo envolvimento, capacidade investigativa, empreendedora, e interesse em contribuir através do seu conhecimento e experiência, para a formação e o desenvolvimento pessoal”, explica Zina Costa, psicóloga, consultora em gestão e fundadora do Acolher.
O Acolher oferece atendimento clínico, aulas de português e inglês, cursos, palestras e workshops. Confira a programação pelo tel. 6409-4103 ou site www.acolher.psc.br