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CORTE
Universidade já havia reduzido vagas para
o curso de direitoO corte no número de vagas no curso de Direito da Universidade Guarulhos (UnG) não irá prejudicar alunos ou a instituição, afirmou ontem Rodrigo Capez, diretor do curso. Neste vestibular, a universidade ofereceu 180 vagas, número inferior ao determinado pelo MEC (Ministério da Educação), que, na quinta-feira, anunciou a redução de mais de 6 mil vagas em 29 instituições de ensino no país que tiveram resultados ruins no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
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A medida faz parte do acordo firmado com as escolas para melhorar a qualidade dos cursos. A UnG terá de reduzir de 360 para 225 as vagas e se comprometeu a aumentar a carga horária das disciplinas de português e linguagem jurídica, estruturar o laboratório de prática jurídica e ter maior rigor na seleção dos alunos no vestibular, segundo Capez.
“Essas medidas não são punitivas; cerca de 95% delas foram propostas pela UnG após a avaliação. Tanto o MEC como a universidade querem a mesma coisa, que é melhorar a qualidade”, afirmou o diretor.
Embora reconheça que a UnG tenha ficado abaixo da média no Enade (obteve nota 2 numa escala de 1 a 5), Capez contestou a forma como foi feita a avaliação de desempenho na OAB. De acordo com ele, a amostragem utilizada é pequena para determinar o grau de eficiência do curso.
Proliferação
O presidente da OAB-Guarulhos, Airton Trevisan, avaliou como positiva as medidas adotadas pelo MEC. Ele não quis falar sobre o curso da UnG, mas disse que há vários anos a entidade demonstra preocupação com a proliferação de cursos de direito no Brasil, solicitando ao governo maior rigor nas autorizações de funcionamento.
A falta de preparo dos formandos ocasiona, segundo Trevisan, queda no índice de aprovação no exame da OAB. No ano passado apenas 15,9% dos candidatos foram aprovados. A sua estimativa é de que atuem no município cerca de 6 mil profissionais, dos quais 3.800 inscritos na seção local da OAB.