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• Esportes - [13h35 13/06/2006]

Arbitragem: perfeita ou desastrosa?
por ABC Editorial

Trio de arbitragem brasileiro é alvo de críticas e elogios

Após sua estréia na Copa da Alemanha, o árbitro Carlos Eugênio Simon foi colocado, por muitos que entenderam ver uma atuação confusa, em uma situação lastimável. Não sei se confusa seria a palavra exata para um desempenho visto por outros como excelente. O problema é que em rede nacional, durante a partida, alguns dos possíveis erros foram citados como fatores decisivos para o resultado da partida na qual a Itália venceu Gana por 2x0 na tarde de segunda-feira, 12, em Hannover.


Em um planeta repleto de avanços tecnológicos, o futebol não poderia deixar de evoluir com tantos recursos disponíveis dentro e fora de campo, mas toda esta tecnologia acabou gerando mais problemas que benefícios para um setor: a arbitragem. Mesmo com o ponto eletrônico, que serve para aperfeiçoar a comunicação entre os mediadores da partida, spray para ajudar na marcação de um posicionamento específico no campo, entre outros itens, o árbitro se tornou vítima da tecnologia extracampo. Críticas de torcedores, cronistas, jogadores e técnicos, sempre estiveram presentes, porém o que mais cresceu foi a desconfiança na honestidade dos profissionais, no caso dos juízes. Lances polêmicos ficam fáceis de serem interpretados em câmera lenta ou com a imagem congelada, mas, para marcar em frações de segundo, talvez seja um pouquinho mais complicado.


Os anos passam e ainda vemos comentaristas dizendo que, após um determinado lance duvidoso, o arbitro errou. Quando se tem certeza tudo bem, mas e quando não se tem? Pois é, para o arbitro, "quando não se tem certeza, deixa seguir", esse é o conselho da FIFA, para não falar, ou no caso marcar aquilo que não se tem convicção. Indicação que deveria ser absorvida por profissionais da mídia esportiva, que mesmo sabendo disso, insistem em ter certezas só pelo fato de estarem rodeados por câmeras e tira-teimas.


Pena que toda esta tecnologia cubra somente lances de linha e outras obviedades do futebol. Tecnologia que serviu também para confirmar as extraordinárias atuações dos assistentes Aristeu Leonardo e Ednílson Corona, o que falta, no caso, é completar as "máquinas do futebol" com algumas interpretações, e acho que essa foi a principal causa das críticas destrutivas ao Simon que soube, como poucos, seguir as regras do jogo e fazer, quem sabe, uma atuação perfeita em seu primeiro jogo na Copa do Mundo 2006.



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