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• Esportes - [10h41 21/08/2008]

Vida de atleta é risco no futuro
por Alfredo Henrique

O guarulhense Gerson de Andrade Souza é especialista em ortopedia e medicina esportiva

Pelo menos treze atletas foram impedidos de participar das  Olimpíadas de Pequim, ou tiveram de abandoná-la por problemas de saúde. O índice de lesões ocorridas em atletas antes e durante os jogos, fica a pergunta: quais os riscos da prática esportiva e as conseqüências para a integridade física de seus praticantes?

Quem responde é o médico Gerson de Andrade Souza, especialista em ortopedia, traumatologia e medicina esportiva. "Os atletas com maior incidência de lesões são os que competem em esportes que exigem muito dos joelhos, cotovelos e, mais recentemente, dos quadris", explica o médico acostumado a tratar de atletas lesionados. Um exemplo é o tenista brasileiro Thomaz Bellucci, que, em 2006, se submeteu a uma artroscopia. Ele é atual número 67 do ranking mundial, e que participa das Olimpíadas de Pequim. O médico afirmou que “os atletas de competição trabalham no limite e isso pode acarretar problemas futuros”.

Mas, em um primeiro momento, segundo Souzas, as lesões, “podem afastar um atleta da prática esportiva ou impedi-lo de realizá-la durante o período de recuperação”, afirma.

Segundo ele, atletas da ginástica olímpica brasileira - Diego Hypólito e Daiane dos Santos, por exemplo - passaram por momentos difíceis, graças a lesões provocadas pela rotina e intensidade de treinos. Ambos tiveram problemas no joelho, o que exigiram dos médicos a realização da artroscopia: “uma cirurgia que utiliza câmeras, do tamanho de uma caneta, para a localização das fraturas, que são operadas na hora em que são encontradas”. A técnica é simples, os pacientes geralmente voltam para casa no dia em que a cirurgia é feita ou, em casos mais críticos, 24 horas após o procedimento.

A medicina Esportiva de Guarulhos possui uma avançada tecnologia e todos os equipamentos necessários e recursos para a realização de cirurgias das mais variadas especialidades. Souza, que participou das Olimpíadas de Los Angeles e Seul (1984/1988) correndo nos 400 metros, afirmou que “antigamente o atleta jogava metade do que joga hoje, graças ao aumento de intensidade nos treinos há o aumento das lesões". 


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