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• Exclusivo - [22h56 09/05/2007]

"Dia das Mães"
por Redação

Data é comemorada no Brasil desde 1918

Paulo Carneiro, da Redação

O Dia das Mães é a segunda data do comércio, perdendo apenas para o Natal. No Brasil, essa história começou em 12 de maio de 1918, quando a Associação Cristã de Moços de Porto Alegre promoveu o primeiro Dia das Mães no país. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou o segundo domingo de maio como data nacional.Em 1947, dom Jaime de Barros Câmara, cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

A mais antiga comemoração do dia das mães, porém, é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. O  próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol de uma data para celebrar as mães foram dadas em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”.

Mas foi Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Seu objetivo era perpetuar a memória de sua mãe, em 1905, mas depois defendeu a data para todas as mães, vivas ou mortas, com a idéia de fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

A primeira celebração oficial aconteceu em 26 de abril de 1910, na Virgínia Ocidental. Em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), estabeleceu que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, outros países adotaram a data.

Sobre títulos e fraldas

Destaque no handebol, Rosana é típica mãe-atleta

Maria Helena Rodrigues, da Redação

Ela tem no currículo títulos importantes. Em 1999, foi campeã do Panamericano de Winnipeg, no Canadá, quando conquistou o direito de ir às Olimpíadas de 2000, primeira participação do handebol nacional na competição. No mesmo ano, foi campeã da Liga Nacional Feminina. Em 2006, recebeu o título de artilheira do Campeonato Paulista de Handebol.

Com 37 anos de idade, a baiana Rosana F. de Aleluia é um bom exemplo do que podemos chamar de “mãe-atleta”. Moradora de Guarulhos desde 1992, ano em que recebeu um convite para integrar a equipe da cidade, ela, que joga na posição de armadora, se desdobra entre as exigências da profissão e os cuidados com o filho Gabriel, de 5 anos.

“No começo foi muito complicado porque fazia muitas viagens, mas meu marido sempre me entendeu e apoiou, mas mesmo assim não foi fácil conciliar as coisas”, conta.

Com o fim da equipe de handebol da cidade, Rosana irá começar nesta segunda, 14, no time da cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Com treinos três vezes por semana, ela já se prepara para ficar distante do filho. “Quando chegar em casa, ele já vai estar dormindo”, prevê.

Mas, como ela mesma revela, Gabriel já está acostumado à rotina. Desde os seis meses de vida, o garoto acompanha Rosana nas competições.

“As meninas montavam caminhas pra ele dormir e as que não estavam jogando cuidavam dele. Virou o xodó da equipe”. Hoje o garoto, quando pode, treina com a mãe na academia e assiste aos jogos.

A família acha que Gabriel também será atleta, afinal, já provou ser resistente. Rosana só descobriu que estava grávida após o primeiro mês de gestação, tempo em que disputava as finais da Liga Nacional. “Só procurei o médico no fim da competição porque achei que alguma coisa estava diferente. Tomei uma bronca enorme, mas deu tudo certo”, lembra.

Uma questão de amor

Executiva do Aché administra lições das filhas

Paulo Carneiro, da Redação

O dia parece curto para tantas atividades, mas não existem obstáculos para quem tem amor pelo que faz. Com o coração de mãe e a objetividade de executiva do laboratório Aché, a médica Vanessa Toscano opera o milagre da multiplicação. “Sei aliar as obrigações com a família e com o trabalho”, afirma. Graças a esse poder de adequação, suas duas filhas, Ana Laura, de 14 anos, e Ana Patrícia, de 8 anos, desfrutam da convivência com ela todos os dias.

O marido, também alto executivo de uma construtora, faz a sua parte na educação das crianças, mas é Vanessa quem confere religiosamente as lições de casa das meninas, conversa com elas sobre o dia-a-dia e fala  como foi o seu dia no Aché.

“Elas têm interesse em saber o que faço, como são as minhas atividades profissionais”, diz Vanessa, que é gerente de assuntos regulatórios do maior laboratório da América Latina. “O diálogo com as filhas torna os nossos vínculos mais estreitos”.  Tanto Ana Laura quanto Ana Patrícia têm boa imagem não só da empresa onde a mamãe trabalha como também de sua profissão. “As duas querem ser médicas. Gosto do que faço e da empresa onde trabalho. Levo sempre mensagem positiva”, afirma. No trabalho, as fotos das meninas estão sobre a mesa. “Elas são uma presença constante em minha vida”, declara.

Vanessa assume sem traumas o papel da mãe no século 21, com independência e responsabilidade.

“Converso sobre tudo”

Maria Laureci é mãe de Paulo, 28 anos, e Paula, 25

Tatiana Soledade, Da Redação

A mãe que já está com “os filhos criados”, mas nem por isso deixa de ter todo um cuidado especial com eles. Assim é Maria Laureci de Lima, 53 anos, com seus dois rebentos - Paulo Júnior, 28 anos, e Paula, 25 anos.

Maria Laureci se auto-define como mãe sempre presente ao explicar que, na infância e adolescência dos filhos, o marido passava a maior parte do tempo trabalhando fora de casa, e era ela a responsável por tudo – escola, médico, etc. Há quatro anos, ficou viúva e se tornou mãe e pai.

Nascida em Orós, no Ceará, desde então tem recorrido à garra natural atribuída ao povo nordestino para continuar criando os filhos, apesar de já estarem adultos. Maria Laureci conta que é exigente com Paulo e Paula, embora eles não tenham dado muito trabalho, mesmo na delicada adolescência. “Sempre conversamos sobre tudo e, por isso, criou-se um vínculo de amizade, respeito, carinho e amor. Quero o melhor para eles”, diz.

Afirma que criou seus filhos “para o mundo”, entretanto afirma que, quando eles estão em casa, seu coração permanece mais tranqüilo. No quesito namoro, diz não ser ciumenta: “Eles têm de ser felizes”, diz.

Uma luz. Esta é a concepção do “ser mãe” para Maria Laureci, que é proprietária do restaurante “Guaru Saravá”. Seus filhos atuam na parte administrativa e no atendimento.

A arte à flor da pele

Débora tem relação quase telepática com a filha

Mônica Kikuti, Da Redação

Contar histórias é fazer a si e a outrem transcender-se a um mundo de imaginação, magia e sensibilidade. Artista versátil, já tendo enveredado pelo canto e teatro, Débora Kikuti (foto), 39, lançou mão desta porção lúdica desde a gestação da filha Maíra, agora com 17 anos.

Ainda no ventre, Maíra ouvia as histórias contadas por Débora, iniciando, assim, uma comunicação tão intrínseca entre mãe e filha, considerada hoje, pela própria genitora, como sendo quase telepática. “Somos ligadíssimas e acredito que esta sensibilidade tenha sido potencializada pelas artes”, revela Débora, que atua como contadora de histórias, enriquecendo o imaginário de pessoas pelos cantos de Guarulhos.

Calcada no diálogo, a relação de Débora com a filha é vivenciada no dia-a-dia à base de muita compreensão e amor. Lógico que também não faltam pequenas fagulhas, mas tudo é resolvido no âmbito familiar, envolto num prisma diferenciado de enxergar a vida. “Temos outros valores na nossa família por esta ligação com a arte. Por exemplo, se acontece alguma coisa significativa para a Maíra, saímos para comer algodão doce, celebrando o momento e a vida. Às vezes, celebramos apenas contemplando a noite. Ela nota a diferença”, conta. “Não tenho tanto apego ao moralismo. Como toda família, temos regras, mas, nos embasamos em ações que educam."

Uma mãe de categoria

Assessora sindical dá aos filhos uma visão de mundo

Felipe Rabello Gonçalves, Da Redação

Desde que entrou para o Sindicato dos Metalúrgicos, primeiramente o de São Paulo, em 1995, e posteriormente o de Guarulhos, quatro anos depois, a assessora política Sandra Maria dos Santos obteve uma nova visão sobre os direitos e deveres dos cidadãos e não se absteve de ensinar o que aprendeu aos seus filhos Luanda, de 26 anos, e Obam, de 29.

“Até pouco tempo atrás, as pessoas não tinham uma idéia formada no que diz respeito aos seus direitos, apenas sobre os deveres. Isso mudou neste século, e eu sempre procurei passar essas diretrizes de cidadania aos meus filhos, principalmente após minha entrada para o Sindicato”, afirma. Para ela, o jovem bem informado tem condições de exercer seu poder de argumentação.

Aos 47 anos, formada em Letras (antes de entrar no Sindicato) e Pedagogia (após), Sandra foi mãe aos 17 anos e, à época de seu ingresso na instituição, ministrou cursos de inglês e marketing no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Com o conhecimento adquirido através dela, Luanda fez cursos de telemarketing, cidadania e empreendedorismo. “O fato de eu ter entrado para o meio educacional foi um mérito também do sindicato. Muito do que eu aprendi em casa, com minha mãe, procurei passar para os meus alunos”, conta.

Inove ao presentear

A criatividade pode ser uma homenagem à mãe

Paulo Carneiro, Da Redação

A história se repete todos os anos e a criatividade acaba se esgotando. O que vou dar para a mamãe neste ano?

Se você está em dúvida, não se preocupe. Milhões de filhos também estão. Escolher presente no Dia das Mães é mesmo uma tarefa difícil.

Há mães que ajudam e dão dicas aos filhos. Há outras, porém, que não falam nada. Ficam fazendo charme, dizendo que "não precisa se preocupar". Não acredite: todo mundo gosta de um presente.

Anote algumas das sugestões abaixo e procure inovar.

Uma boa sugestão é organizar um piquenique neste domingo, levando todas as guloseimas de que os netinhos tanto gostam. Toda avó gosta de ver as crianças felizes. Por tabela, elas também embarcam na aventura desde que o nível de colesterol permita. Evite repetir o tipo de presente que todo mundo dá.

Dependendo do tipo de mãe, uma sugestão original é uma boa sessão de massagem relaxante ou um banho de o-furô. Guarulhos tem boas clínicas especializadas que podem ajudar na escolha.

Outra sugestão que tem tudo para agradar é uma bela cesta de flores ou mesmo uma cesta de frutas. Você corre o risco de matar de inveja seus irmãos que ainda insistem em levar um eletrodoméstico ou uma baixela para aumentar o estoque da mamãe.

Lembre-se de que Guarulhos tem boas padarias. Entre elas, algumas servem deliciosos bufês de café da manhã, que com certeza sua mãe vai adorar.  Muitas pessoas também especializaram-se em prestar esse serviço, desde que encomendado com antecedência.

Esta opção pode ser utilizada também num dos hotéis da cidade, que costumam servir um desjejum com pães diversos, bolos, sucos, frutas, leite, café, chocolate, iogurte e alguns pratos quentes, como ovos mexidos. Mas isto tem de ser feito antes das 9 da manhã.

Enfim, use a critividade ou prepare-se para receber um sorriso de tédio.

A mãe de 2ª viagem

Silvana espera uma menina para completar casal

Tatiana Soledade, Da Redação

Giovanna está a caminho, para a alegria de uma mãe de “segunda viagem”, a promotora de eventos Silvana da Silva Belini, 25 anos. Grávida de sete meses, ela dará uma irmã ao primogênito, Frederico Ubirajara de Mello Silva Belini, o Fred, que tem apenas um ano e dois meses.

Silvana conta que seu grande sonho era ter filhos gêmeos, mas como não há casos em sua família nem na do marido, estava disposta a fazer inseminação artificial. “Tive que abandonar a idéia diante da grande possibilidade de não gerar só dois, mas sim três ou quatro”, lembra.

Então ela engravidou pela segunda vez quando Fred estava com sete meses; e, para a sua alegria, está gerando uma menina, fato que considera “muita sorte”, afinal de contas ter um casal é o desejo da maioria dos pais e mães.

A futura bi-mãe diz que as duas gestações foram planejadas e que não pretende ter mais herdeiros. Sobre o fato da pequena diferença de idade entre os irmãos, Silvana afirma ter pensado no bem-estar deles. “O Fred e a Giovanna irão crescer juntos e farão companhia um ao outro, mesmo tratando-se de um menino e uma menina cujos universos são diferentes”, afirma.

Para Silvana, o “pique” é a grande vantagem no fato de ter sido mãe antes dos 25 anos. “Terei disposição para acompanhar as atualidades com meus filhos e conviver melhor com meus netos”, conta.

Otimismo nas vendas

47% dos empresários apostam no crescimento

Da Redação

O otimismo tomou conta do comércio em relação ao Dia das Mães deste ano. Uma pesquisa realizada pela Serasa indica que 47% dos empresários do comércio esperam um crescimento das vendas, enquanto em 2006 o índice de otimismo era de 35%. A projeção daqueles que estimavam queda nas vendas também melhorou. Se em 2006, 22% dos empresários esperam queda nas vendas, este ano o índice caiu para 13%. Entre os que projetam estabilidade, o porcentual também caiu, de 43% no ano anterior para 40% em 2007.

Esse otimismo se concentra principalmente no Centro-Oeste do País, desbancando o posto que foi do Nordeste em 2006. A pesquisa mostra que 52% do empresariado do Centro-Oeste estima crescimento no volume de vendas, seguido por 49% dos empresários do Sudeste. A região Nordeste ficou na terceira posição, com 48% dos entrevistados projetando crescimento para este ano. Na outra ponta, o Sul do País segue como a região menos confiante, com apenas 40% de estimativas de alta.

Ainda de acordo com a Serasa, cresceu o otimismo entre as grandes empresas do setor comercial, com 73% de respostas esperando crescimento em vendas para este ano. Em 2006, este porcentual foi de 62%. As pequenas, assim como no ano passado, continuam menos otimistas, com cerca de 40% do empresariado do comércio nacional acreditando em alta no volume de vendas.

Com relação ao faturamento, a Serasa informa que 47% do empresariado estima repetir o desempenho de 2006. No ano passado, este índice foi de 40%. Segundo o levantamento, 41% projetam crescimento no faturamento, ante 37% em 2006, e 12% dos empresários esperam queda.

Assim como no volume de vendas, as empresas de grande porte lideram nas projeções otimistas para o faturamento do Dia das Mães em 2007.

Lojas em dia especial

Internacional abre até a meia-noite no sábado

Felipe Rabello Gonçalves, Da Redação

O Internacional Shopping Guarulhos terá um esquema especial para o feriado do Dia das Mães, que cairá no próximo dia 13 (domingo). O local abrirá suas portas das 10h à meia-noite de sábado para aqueles que deixarem para comprar seu presente na última hora. O horário normal de atendimento é até as 22h.

O shopping investiu cerca de R$ 300 mil em uma ação de marketing, com o objetivo de aumentar em 15% as vendas do feriado em relação ao ano passado. A promoção “Copos Para Deixar sua Mãe de Boca Aberta”, que distribui modelos estilizados a cada R$ 150 em compras, irá vigorar até a meia-noite de sábado.

Já o Shopping Bonsucesso possui duas promoções. A cada R$ 50 em compras realizadas no local (exceto no supermercado Tenda), o consumidor recebe um cupom para responder à pergunta: “Por que minha mãe merece um encontro com a natureza em família?”.  A frase mais criativa irá ganhar um fim de semana no Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira, com direito a três acompanhantes. 

Além disso, o shopping promove o “Espaço Ser Mãe, mas Ser Mulher” até 11 de maio, das 14h às 20h, na praça de eventos. A visitante poderá, na apresentação de qualquer nota fiscal, participar de cursos de maquiagem, limpeza de pele, manicure e exposições.

O Bonsucesso irá funcionar em horário normal no sábado (das 10h às 22h) e no domingo (das 14h às 20h).

A Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos (ACE) ainda não dispõe de pesquisas sobre o movimento do comércio de rua do município. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, as avaliações deverão começar a ser realizadas a partir do mês que vem, quando a nova diretoria já estiver completamente formada. O atual presidente da ACE, Wilson Lourenço, eleito no dia 19 de maio, não foi encontrado pela Reportagem para opinar sobre o tema.



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