Feirantes de Guarulhos promoveram ontem uma manifestação e paralisação inéditas no Paço Municipal, contra a transferência de feiras-livres na vila Galvão (Anel Viário), Centro (Salgado Filho e Paulo Faccini) e Presidente Dutra (rua Rio Real). Eles alegam que a Prefeitura não negociou as mudanças.

Feirantes afirmam que não são contra as mudanças, mas contra “o autoritarismo e a falta de diálogo” com a categoria
O protesto começou às 5h, no Paço Municipal, e se estendeu até a Câmara. Por volta das 13h, dezenas de caminhões estacionaram em fila dupla na rua João Gonçalves, a partir do trecho da rua Oswaldo Cruz.
Depois de duas reuniões entre o secretário de Governo, Elson Roberto de Souza, e a comissão de feirantes, ficou definido que as mudanças previstas para entrar em vigor amanhã serão adiadas para a primeira quinzena de julho (dias 3, 6 e 13).
Uma comissão vai se reunir com o prefeito Elói Pietá, possivelmente nesta sexta, para rediscutir a questão. Amanhã, o sindicato se reúne com a comissão para definir a pauta com o prefeito.
O presidente do sindicato que reúne os feirantes, Helio Massaki Teruo, disse que a categoria não é contra as mudanças, mas, sim, “contra a ditadura” da secretária de Desenvolvimento Urbano, Maria Salete Marreti, na condução das negociações.
Os feirantes da avenida Paulo Faccini disseram que a discussão sobre a transferência começou há dois anos, previamente definida para a rua Tapajós (paralela com a Paulo Faccini). “Aí veio a notificação de que iríamos para a rua Luiz Faccini, que é estreita e não tem local para estacionar os caminhões”, disse Roberto Picerni, feirante há 22 anos.
Em entrevista ontem, os secretários Elson Roberto e Maria Salete confirmaram o adiamento e o novo calendário de mudanças. “A transferência da feira realizada na rua Rio Real vem sendo anunciada há um ano e a da Paulo Faccini, desde 2006”, disse Salete.
Os feirantes não consideram a data definitiva e querem conversar com o prefeito, pois se recusam a falar com a secretária de Desenvolvimento Urbano.