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• Geral - [08h25 04/09/2006]

Polícia estoura base telefônica clandestina no Pq. Jandaia
por Keila Baraçal

Três mulheres e um homem são presos e podem pertencer ao PCC

Uma central de telefone clandestina, possivelmente controlada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), foi descoberta nesta quinta-feira, 31, na Rua Teixeira Soares, no Parque Jandaia, em Guarulhos.

No ato do flagrante, a polícia prendeu quatro pessoas (três mulheres e 1 homem). As mulheres foram encaminhadas provisoriamente para o 4º DP e o homem, para o CDP. Um dos presos já tinha passagem pela polícia.

A Polícia Militar encontrou drogas, aparelho celulares e de telefone fixo, rádio-comunicadores, armas de fogo e panfletos, que estariam sendo distribuídos em nome da facção.

O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística de São Paulo.
A Secretaria de Segurança Pública informou que em frente à casa funcionava também um desmanche, onde foram apreendidos dois veículos. Segundo a Secretaria, seriam carros de comunicação de furto e roubo.

De todos os objetos encontrados no local, o que mais chamou atenção da PM foi uma agenda contendo diversos telefones. Segundo o delegado do 9º DP, Carlos Alberto Soares de Oliveira, a agenda pode estar ligada a alguma facção criminosa.

“É possível que neste caderno tenha também o contato telefônico de outros presídios, porque a mãe de uma das pessoas que foi presa também está na cadeia e havia uma ligação para ela”, disse o delegado.

O trabalho de investigação foi feito em conjunto entre policiais da delegacia da cidade e a Telefonica (operadora de serviço de telefonia em São Paulo).

Oliveira explicou que os policiais desconfiaram de uma conta de telefone em débito, cujo valor se aproximava de R$ 5 mil.

Os moradores da região evitaram comentários sobre os ocupantes, ou seus hábitos. Um deles disse apenas que conhecia de vista a dona da casa. “Nunca percebi nada de diferente lá”.

A casa é comum a todas as outras da rua: envolvida por portões de ferro e muros baixos.

Para dar continuidade às investigações, a Polícia depende agora de um relatório da Telefonica, com todas as ligações feitas e recebidas pela central. A partir desta documentação, os números dos telefones serão identificados.


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