Geral - [07h10 08/01/2007]
Estado exige esgoto limpo em até 12 anos
por Tatiana Soledade
Secretário paulistano diz que vai processar Guarulhos
O secretário estadual de Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto, criticou ontem, em entrevista ao Olho Vivo, o prazo de 30 anos acertado entre o Ministério Público e a Prefeitura de Guarulhos para que o município comece a tratar o esgoto produzido na cidade, evitando assim jogá-lo in natura no rio Tietê.
Graziano e o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, querem que o prazo máximo seja de até 12 anos. “Francamente, este é um prazo escandaloso e inaceitável para o que já deveria ter sido feito. É muito tempo para resolver um problema dramático, sendo que o Tietê não suporta mais trinta anos”, afirmou Francisco Graziano, na noite desta sexta-feira.
O acordo tinha sido assinado pela Prefeitura, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e o Ministério Público, e foi homologado no mês passado.
Graziano defendeu a reabertura do debate em torno do assunto com o Ministério Público.
Para Eduardo Jorge, o prazo de 30 anos é excessivo. “O Tietê não merece, é chocante o fato de cidades como Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mauá não tratarem seus esgotos”, disse.
O secretário paulistano acrescenta que sua secretaria irá processar as Prefeituras dessas três cidades pela “agressão” ao Tietê.
Já o engenheiro civil guarulhense Plinio Tomaz, especialista em recursos hídricos e saneamento, discordou dos secretários. Tomaz acredita que o prazo de 30 anos é bom e suficiente, pois o tratamento do esgoto deve ser uma obra “a fundo perdido”.
Segundo ele, a obra precisa de verba da Prefeitura, do Estado e da União. Ele considerou inviável o prazo de 12 anos proposto pelo Estado. “Se o Estado não consegue o dinheiro, para a Prefeitura é muito mais difícil”.
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