O técnico em informática Edilson Leandro dos Santos, 21, foi preso na noite desta terça-feira, 9, por policiais militares da Força Tática do 44º Batalhão, no Parque Estela, acusado de ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de fazer clonagem de linhas telefônicas para a facção.
“Ele dirigia uma Ford EcoSport e, quando viu a polícia, levou um susto”, disse o soldado Almeida, um dos responsáveis pelo patrulhamento. A polícia fez a vistoria no veículo e encontrou debaixo de um dos bancos um revólver calibre 38. Além disso, a documentação do EcoSport tinha data de 2004, mas o carro era de 2006, o que conforme a polícia, caracteriza clonagem.
Dentro da casa do técnico, localizada no jardim Jaci, a polícia apreendeu um computador, programas para clonagem, 50 gramas de cocaína, uma pistola 380, um revólver 38, munições, duas toucas tipo ninja e duas bombas caseiras. Os explosivos foram recolhidos pelo Grupo de Ações Táticas e Especiais (Gate).
O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Roubo a Bancos de Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic). Edilson foi indiciado por porte ilegal de arma, tráfico de droga e formação de quadrilha e encaminhado para o Centro de Detenção Provisória, em Cumbica, onde aguardará julgamento.
Secretário afirma que facção se espalha por todo o Estado
Geraldo Vendramini diz que polícia precisa de serviço de inteligência
A prisão de Edilson Leandro dos Santos, 21, serviu para aumentar a estatísticas de prisões de criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A principal ação da facção na cidade aconteceu em julho do ano passado, quando seis ônibus foram queimados, um deles no bairro de Itapegica.
No mês de agosto, a polícia encontrou também uma central telefônica clandestina, no bairro de Jardim Angélica. Quatro meses depois, no Santa Inês, foi detida outra quadrilha, composta com cinco pessoas. Foram apreendidos drogas e armamentos.
Na opinião do secretário de Assuntos de Segurança Pública Geraldo Jânio Vendramini, o município de Guarulhos é apenas mais local onde a facção funciona. “Eles estão espalhados por todo o estado de São Paulo”, disse.
Vendramini acredita que para combater e crime organizado é preciso que a polícia use aparelhos de inteligência para identificar os focos do crime. “Apenas o policiamento nas ruas não funciona”, conclui o secretário, que atribui ao estado tal tarefa.
Para Airton Trevisan, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Guarulhos), a cidade é, de fato, um local propício para que quadrilhas como a do PCC atuem. “Nós temos bairros, cuja renda é muito baixa. Isso facilita que as pessoas se envolvam na criminalidade”, argumentou. (K.B.)