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• Geral - [12h14 11/08/2008]

Lei mudou atitude de mulheres agredidas
por Juliana Bonfim, da Redação

Para Dalila Figueiredo, da Asbrad, lei Maria da Penha ampliou consciência

Para a presidente da Asbrad – Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude –, a psicóloga Dalila Figueiredo, a visibilidade dada aos crimes de violência doméstica pela lei Maria da Penha mudou a consciência das mulheres em relação ao tema. “Depois da divulgação da lei, houve uma maior conscientização e as mulheres agora reconhecem seus direitos.”

Hoje, a atitude das mulheres agredidas quando chegam à Asbrad é a de quem sabe de seus direitos, e não de uma vítima”, disse. Dalila ressalta que itens previstos na lei, como a criação de um juizado especial para os casos de violência contra a mulher, ainda estão no papel. “O Estado precisa cumprir a parte dele, é necessário que o agressor seja julgado por esse juizado, específico para isso.”

Para Dalila, a lei Maria da Penha vai além da punição. “Ela trabalha na prevenção de um crime de violência contra a mulher. São políticas que criam uma conscientização dos direitos da mulher”, diz.

A Asbrad, fundada em 1997, é uma ONG sem fins lucrativos, de caráter social, cuja missão é defender os direitos da mulher, da família, da maternidade, da infância, da adolescência e da velhice, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica gratuitamente, combatendo e denunciando os casos de violência em diversas modalidades.

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