Salários pouco atraentes e falta de condições de trabalho são fatores que espantam os médicos de Guarulhos. A constatação é do vereador e presidente da Comissão de Higiene e Saúde Pública da Câmara Municipal, Ricardo Rui (PPS). Segundo ele, a falta de médicos é campeã nas reclamações dos usuários, principalmente no Pronto-Atendimento São João e na Policlínica Paraventi.
“Na cidade, há muito investimento no Programa Saúde da Família (PSF) e pouco em serviços secundários e terciários, como ambulatório de especialidades: Cemeg e Ambulatório da Criança", disse Rui, que também integra o Conselho Fiscal da Associação Paulista de Medicina (APM) de Guarulhos.
Rui aponta que a falta de médicos se sobrepõe à eventual falta de medicação: o usuário não consegue atendimento, tampouco fazer exames mais complexos.
No mês passado, o Olho Vivo registrou a falta de médicos no PA São João; deficiência que congestiona os corredores do PA Maria Dirce. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o déficit de profissionais na unidade seria resolvido em 90 dias.
Na Policlínica faltam clínicos gerais. O aposentado Miguel Martins, 65, diz que nos fins de semana, a situação é pior. “Durante a semana é comum só ter pediatra e ortopedista. As pessoas já sabem, então, nem vêm. Mas, aos sábados e domingos, não tem médico”.
A Secretaria informa que concederá prêmio de incentivo salarial para médicos que atuam no HMU, Policlínica e nos PAs Dona Luíza,
Bonsucesso e Alvorada, até 2007. Além de gratificação de até 60% do salário-base aos profissionais dos PAs Paraíso, São João e Hospital da
Criança.