Embora seja comum soltar balões nesta época do ano, a prática traz mais ameaças que festa para a população. Neste ano, só até o mês de abril, 15 balões caíram da região aeroportuária, segundo a Infraero. Em maio, um incêndio de grandes em Guarulhos foi provocado por um balão (leia texto nexta página).
Segundo o tenente coronel Ivan Mano Neves, comandante do 5º Grupamento de Bombeiros, se uma aeronave se chocar com um balão, o vôo pode até ser prejudicado. “Muitos balões têm dimensões gigantescas e carregam enormes armações de ferro, madeira, além das cangalhas de fogo”, disse Neves, ao ressaltar que a região aeroportuária é um dos pontos de preocupação da corporação em Guarulhos.
Desde que a Lei de Crimes Ambientais (9605/ 98) foi implantada no País, há nove anos, ficou proibida a fabricação, venda e transportes de balão. A pena para praticantes destas ações varia de um a três anos de detenção. “As pessoas precisam ter consciência sobre a legislação brasileira, mas principalmente, saber dos perigos que um acidente pode proporcionar", explica.
Quanto ao uso de fogos de artifício, Neves conta que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) proíbe a venda de rojões para menores de idade. “O artigo 244 da lei 8069/90 diz que é crime vender ou entregar a qualquer criança ou adolescente fogos de artifício”. Aos menores são permitidas apenas as “biribinhas”, sendo que os maiores de 18 anos podem comprar e soltar fogos de estampido, “mas com responsabilidade”, frisa.
As autoridades recomendam muita atenção contra a sedução dos balões e as táticas usadas pelos baloeiros para recrutar adeptos. Uma delas é uma comunidade do orkut chamada “Baloeiros de Guarulhos”, na qual 244 integrantes se apresentam como defensores do uso de balões, sem mostrar seu lado perigoso.
Incêndio destruiu ferro-velho na vila Augusta em maio deste ano
Tatiana Soledade, da Redação
Um balão causou o incêndio que destruiu o depósito de ferro-velho da rua Salvador Gaeta, nº 150 (vila Augusta), em 1º de maio deste ano, segundo o Corpo de Bombeiros. O depósito funcionava há 42 anos e estava repleto de materiais inflamáveis. O incêndio durou cerca de doze horas. Não houve feridos, exceto um bombeiro que se intoxicou e foi atendido no local com oxigênio. A área ficou sem energia elétrica por horas e sem telefone por três dias.