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• Geral - [22h32 20/02/2006]

“Jornais” sem conteúdo editorial são apreendidos
por Da Redação

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico a ação visa a coibir abusos, porque contrariam o Código de Posturas

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, efetuou apreensão de folhetos publicitários e outras publicações que, embora se denominem “jornais”, não tinham conteúdo editorial. O Código de Posturas proíbe a distribuição de panfletos nas vias públicas da cidade.

Segundo o Drab (Departamento de Relações de Abastecimento), foram várias publicações apreendidas, principalmente o “Jornal do Farol” e um tablóide da Major Imóveis, dos quais ficaram recolhidos cerca de 6 mil exemplares. Além da apreensão, as empresas sofrerão multas progressivas para cada ponto de distribuição flagrado pela Fiscalização.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico informa, por meio da Assessoria de Imprensa, que “a distribuição de panfletos contendo propaganda de serviços e produtos é permitida apenas em feiras livres, comboios, varejões, estabelecimentos comerciais e residenciais, podendo ser distribuídos ainda como encarte de jornais ou nas próprias bancas de jornais. A distribuição em vias públicas é proibida, pois, além de sujar a cidade, pode causar o entupimento de bueiros, contribuindo para eventuais alagamentos”.

Outro lado A direção da Major Imóveis informou que só irá se manifestar sobre o assunto após uma reunião na Prefeitura, marcada para esta terça-feira, 21.

Já o diretor responsável pelo Jornal do Farol, Luciano Maciel, negou que tenha havido apreensão de seus exemplares. “Na sexta-feira, 17, tive conhecimento de que havia uma blitz da Prefeitura na praça IV Centenário (Centro). Fui até lá, mas havia outras publicações sendo apreendidas”, lembra. A informação da Prefeitura contradiz o que ele afirma.

Maciel conta que foi alertado “por um diretor do Drab” sobre o reduzido número de matérias. “Reconheço que estávamos mais focados na publicidade, mas já estamos reformulando nosso conteúdo editorial”, ressalta. A edição apreendida, com 40 páginas de anúncios, não continha nem uma matéria.

A diretora responsável pelo tablóide Guarutem, Maria Izabel dos Santos, limitou-se a dizer que a publicação já está sendo reformulada para adequar-se à legislação. Até agora, o Guarutem não tinha conteúdo editorial.

Ameaça Da Major Imóveis ligou para o Olho Vivo o funcionário Camilo, da área de Marketing, afirmando que se publicássemos matéria a respeito da apreensão do tablóide da imobiliária, a empresa nunca mais anunciaria conosco. Como é tradição há 25 anos, a linha editorial do Olho Vivo jamais se subordina a interesses comerciais. “Cremos que a ameaça foi feita em um momento de tensão do funcionário, que deve ter falado em seu próprio nome. A Major Imóveis é uma empresa séria, nossa cliente há muitos anos, e seus dirigentes sabem que as publicações com a marca Olho Vivo dão muito retorno. Uma atitude assim prejudicaria a eles mesmos”, afirma o diretor Valdir Carleto.

Sanitário público é usado como depósito

Na praça Santos Dumont, vila Galvão, o Olho Vivo flagrou Ivone Maciel, irmã do diretor responsável do Jornal do Farol, Luciano Maciel, usando o sanitário público feminino como depósito de pacotes de exemplares. Ela foi fotografada colocando um cadeado na porta do próprio municipal.
Luciano Maciel afirma que o local está desativado e é de uso exclusivo dos taxistas do ponto ali situado, os quais cedem a chave para que ela guarde os exemplares durante o horário de almoço ou quando precisa ausentar-se por algum motivo.
A Secretaria do Meio Ambiente informa, pela Assessoria de Imprensa, que nesta terça-feira irá averiguar a situação do sanitário, pois esse tipo de uso é incompatível com um próprio municipal.

 

 



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