Pelo menos três laranjas presos pela Polícia Federal no caso de sonegação fiscal envolvendo a empresa norte-americana Cisco Systems e desbaratado pela Operação Persona possuíam empresas e residências registradas em Guarulhos.
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O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de São Paulo na Junta Comercial de São Paulo e na Receita Federal. O esquema consistiria em importar produtos eletrônicos e de telecomunicação no lugar da Cisco, com o objetivo de reduzir os tributos devidos. O prejuízo do governo seria de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em impostos não-arrecadados.
De acordo com os dados, um dos “sócios interpostos do esquema”, como a PF chama os laranjas, Álvaro Keyiti Nakashima tinha em 2003 um apartamento avaliado em R$ 80 mil no Parque Cecap. As investigações apontam que, no mesmo ano, Nakashima abriu a Prime Tecnologia Industrial e Comércio Ltda., com capital declarado de R$ 3 milhões, em sociedade com a offshore Software Links Limited, das Bahamas.
No levantamento, Nakashima aparece, ainda, como sócio de outras três empresas, duas em Guarulhos: a Recuperadora de Tambores Julian, na avenida Martins Júnior, no Jardim Santa Emília (no local há apenas um terreno vazio); e a ARM Factoring Fomento Comercial Ltda., com capital de R$ 6 milhões.
Além de Nakashima, outros acusados de serem laranjas possuem endereço em Guarulhos: Walter Flamengo Salles e Marcos Zenatti, este, vizinho de Nakashima no Parque Cecap.
Nesta sexta-feira (26), o juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, decretou as prisões preventivas de Carlos Roberto Carnevali (executivo da Cisco), José Roberto Pernomian Rodrigues, Paulo Roberto Moreira, Helio Benetti Pedreira, Cid Guardia Filho, o Kiko, e Moacyr Alvaro Sampaio. Os seis foram transferidos para um CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, em Cumbica. No entanto, PF e Secretaria de Segurança Pública não informaram o exato destino dos acusados.