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• Música - [08h48 22/09/2006]

EMI lança CD Mamonas ao Vivo
por Mônica Kikuti

Obra terá 16 faixas e uma música inédita “Não peide aqui, baby”

Os fãs do quinteto guarulhense Mamonas Assassinas  têm o que comemorar. Depois de uma década da morte do grupo, celebrada no dia 2 de março de 1996, a gravadora EMI lança o CD “Mamonas ao Vivo”, com 16 faixas. Apesar de conhecida do público,  “Não Peide Aqui, Baby” – uma paródia de “Twist and Shout”, original dos Beatles – é gravada pela primeira vez.^

Sucessos como “Vira Vira”, “Robocop Gay” e “Pelados em Santos”, que acabaram virando hinos da geração Mamonas, não ficaram de fora da seleção. Todas as músicas do álbum foram gravadas durante show do grupo no Anhembi, em 1995. 

NA TELEVISÃO Com imagens inéditas de Dinho, Samuel, Sérgio, Júlio e Bento, cedidas pelas próprias famílias do grupo, o canal Multishow produziu um videoclipe de “Não Peide Aqui, Baby”. A primeira exibição está prevista para sábado, dia 23, no programa Top TVZ, que vai ao ar ao meio-dia e às 21h.

Segundo a gravadora, essa versão é inédita, embora seja conhecida dos fãs, pois era cantada em shows, com a irreverência que era marca do grupo.

Pai dos irmãos Samuel e Sérgio Reoli, Francisco José de Oliveira, mais conhecido como Ito Reoli, diz que é uma justa homenagem. “É uma maneira de relembrar, recordar. E isto é sempre bom”, comenta.

NA TELONA Para contar a trajetória do grupo, está sendo produzido pela Tatu Filmes o longa metragem “Mamonas, o Filme”. Haverá imagens de Guarulhos, já que aqui era o QG do grupo. “Falei com o produtor esta semana (Cláudio Kahns) e o filme deve começar a rodar entre janeiro e fevereiro de 2007. Já estão assinando contrato com a divulgadora”, adianta Reoli.

Banda teve ascensão meteórica

A história dos Mamonas começou com o extinto Utopia. O vocalista Dinho foi incorporado em meio a um show e depois de um disco que não emplacou, a Utopia, apostando em palhaçadas e letras despojadas, viu surgir a chance de ser contratada pela gravadora EMI Odeon, em 1995. Mudou o nome para Mamonas Assassinas. Em pouco mais de sete meses o quinteto vendeu mais de 2,8 milhões de cópias do disco, do qual praticamente todas as músicas foram assimiladas pelo público, obtendo grande empatia das crianças. O fim do grupo foi provocado por um trágico acidente, em 2 de março de 1996, quando o avião Learjet em que estavam, colidiu na Serra da Cantareira, depois de voltar de um show em Brasília (MK).



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