Tempo
Hoje

Min.18C
Max.22C
Amanhã

Min.17C
Max.21C






• Ongs - [17h33 26/08/2005]

Escola de futebol mantém crianças longe das drogas
por Marisa Pulsone

Projeto social é realizado no Jardim Bom Clima, e atende mais de 160 meninos; idealizadores buscam patrocínio para infra-estrutura

Mais de 160 crianças carentes, de 8 a 17 anos de idade, são atendidas no Projeto Escola de Futebol, realizado há cerca de dois meses no campo da Portuguesinha, no Jardim Bom Clima. O projeto foi idealizado pela Associação dos Moradores, com o objetivo de conscientizar comunidades da região para questões de saúde, higiene, ecologia, por meio de atividades educativas e esportivas. A escolinha de futebol é o pontapé inicial da associação, que busca patrocinadores para material esportivo, exames médicos e alimentação. Crianças da escola já disputam torneios pela cidade em três categorias. Hoje, 27, às 8 horas, um dos times joga pela Copa João Carlos de Oliveira, no Campo do Caxias, no Jardim Presidente Dutra.

A mudança positiva no comportamento dos alunos nos treinos e em casa é um forte motivo para as empresas e para o poder público apoiarem o projeto, argumenta o presidente da associação, Marcelo Araújo, o Capa. “Fazemos visitas aos pais para saber se estamos fazendo um bom trabalho quanto à disciplina e respeito ao outro. Pretendemos, no final de cada ano, fazer um relatório de resultados sobre o desempenho dos jogadores também como dentro de sala de aula”, esclarece.

ESFORÇO Muitas crianças de bairros como Bela Vista, Cocaia, Jardim dos Morros vão a pé até a Escola de Futebol para treinar. Ronaldo dos Santos, meia-direita, de 14 anos de idade, mora na vila Flórida, e participa do projeto há pouco mais de duas semanas. Ele diz que, nesse curto espaço de tempo, já aprendeu muitas lições sobre futebol e sobre a vida: “Faltei à aula três dias para treinar, e o Bio me chamou para conversar, porque ‘foi mal’. Ele disse que a gente tem que estudar para ser alguém, e que o futebol tem que vir depois dos estudos, porque a vida não é fácil. Isso bateu no meu coração e, no dia seguinte, voltei com a declaração da escola (de freqüência), para ele me aceitar e confiar em mim. O Bio é como se fosse um outro pai. Meu pai mesmo também é legal, me dá força, conselhos; diz que não tenho que ‘entrar nessa de errada na rua’ - quando as pessoas chamam a gente para fumar droga ou roubar; já me chamaram, mas não aceitei porque meu pai disse que a gente tem que andar de cabeça erguida nessa vida”, afirma.

MESTRE  Bio foi convidado pelo presidente da associação para treinar as crianças como voluntário no projeto. Ele é o encarregado de passar adiante os fundamentos do futebol. “Meu trabalho é ensinar o domínio de bola, chute a gol, visão de campo; não o estilo, porque cada um desenvolve o seu”, diz - com simpatia e humildade - o ex-jogador do F.C. Barcelona, William Sílvio Modesto. Bio começou no esporte em 1969, no Ferroviária de Araraquara, antes de representar o País na Europa. Depois do Barcelona, jogou pelo Real Clube Esportivo e outros times. Sua trajetória está devidamente registrada em fotos e jornais, que ele guarda com carinho. “Procuro dizer para os meninos terem uma vida regrada, coerente com a proposta do futebol que é a de ser disciplinado, respeitar o outro. Nosso intuito não é formar craques mas, sim, bons cidadãos. As inscrições estão abertas; quem não estuda pode até treinar, mas não joga”, avisa.

Junto com o Bio, atuam na equipe de treinadores Fernando Rodrigues, no preparo físico, seleção e inscrição das crianças; e Marcelo Pereira de Souza, que administra a Escola. Fazem parte da equipe Antonia e Elisabete, entre outras mães, companheiras que abraçam a causa. Outros moradores e o comércio local, como a União Farma e Padaria Pães e Doces Neves ajudam como podem fornecendo leite, achocolatado, pães. “São colaborações importantes de pessoas que acreditam no nosso trabalho e no talento dos meninos”, destaca.

PATROCÍNIO A Escola de Futebol da Portuguesinha treina os alunos com apenas oito bolas e improvisa os cones para exercícios básicos. As empresas interessadas em patrocinar o projeto podem participar com doações de material esportivo, uniforme, alimentação e transporte das crianças em dias de jogos para bairros distantes e cidades. “Outra grande necessidade nossa é um profissional da saúde para realização de exames médicos para a admissão da criança, e monitoramento. Pode ser médico particular voluntário ou da rede pública, em algum posto próximo do nosso campo”, completa Bio.

VISITE Os treinos das crianças são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h30 às 10h30 e das 14h30 às 16h30. Os  interessadas em conhecer o projeto podem visitar o Projeto (rua José Lourenço Neves, 21 - Bom Clima) ou ligar para 9727-8250 e 6407-2344, com Araújo, o Capa.



Notícias relacionadas:

Entidade critica falta de ruas e ônibus adaptados [23h00 18/10/2007]
Dia Legal leva 2 mil a festa em escola municipal [23h42 11/10/2007]
Lar Irmã Celeste inaugura sala de leitura [16h41 22/09/2007]
Menino de 8 anos é atacado por pitbulls [19h11 30/08/2007]
APAE da Vila Rio de Janeiro inaugura centro panificação [20h19 10/08/2007]

CapaTopoImprimirIndicar


© Olhão.com - 2005.
Todos os direitos reservados à
Repórter da Cidade Editora Ltda.
Fone: 3488-2500
Publicador em Tempo-Real Desenvolvimento,
tecnologia e manutenção:
Neux Comunicação.