Temendo sofrer uma derrota, a líder do governo no Senado, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), vai substituir o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que havia anunciado voto contrário à CPMF na Constituição de Comissão e Justiça. O relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), contrário à prorrogação da CPMF, o imposto do cheque, será votado na comissão na tarde desta segunda (12).
"Apesar dos nossos apelos, nós não poderíamos contar com o voto dele, contrário à CPMF. Eu já fiz inúmeras substituições ao longo deste ano e nunca houve debate porque busquei fazer dentro do consenso dos líderes", disse a governista Ideli, que já teve de assumir a desgastante defesa de presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros.
A contribuição deve arrecadar uma bolada de r$ 40 bilhões ao longo do próximo ano. Dos 23 integrantes da CCJ, 13 integram a base aliada do governo - mas Mozarildo e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) anunciaram antecipadamente que vão votar contra a prorrogação da CPMF. Os senadores Jefferson Péres (PDT-AM), Pedro Simon (PMDB-RS) e Valter Pereira (PMDB-MS) também são considerados votos incertos na CCJ, reduzindo a margem de manobra do governo.
Contra
Nesta segunda, o senador Osmar Dias (PDT-PR) afirmou que votará contra a extensão se o governo não atender às exigências do PDT, entre elas a redução da alíquota, hoje em 0,38% de qualquer movimentação bancária, e a interrupção do pagamento dos juros da dívida externa com os recursos arrecadados pela CPMF. "O governo tem que deixar de ser guloso com os impostos. Se a CPMF tem que continuar, que seja para atender a saúde pública", afirmou.