Discussão tensa entre os líderes do Governo e do PSOL, vereadores Alencar Santana e Edson Albertão, respectivamente, na sessão de quinta-feira, 15, interrompeu os trabalhos e mobilizou a turma do deixa disso para que não chegassem às vias de fato.
O primeiro estresse entre os vereadores começou quando Albertão manifestou insatisfação em relação a requerimento encaminhado ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) em que solicitava os nomes dos munícipes beneficiados com o plano de tarifa social no primeiro semestre de 2006.
Albertão mostrou a Alencar, que estava na tribuna, uma cópia de foto de residência beneficiada, mas com características de que não precisaria do benefício pelo padrão de construção.
Segundo Albertão, a liberação do benefício indicava interesses eleitorais nas campanhas dos deputados Sebastião Almeida (estadual) e Janete Pietá (federal). O vereador Alencar, apesar de concordar que a resposta do Saae ao requerimento “era fria”, defendeu o prazo regimental da autarquia e acenou para um novo posicionamento, que poderia ocorrer até segunda-feira, 19.
A tensão entre os vereadores aumentou na discussão sobre uma suposta fraude em acordo judicial envolvendo cerca de 300 moradores do Jardim Seringueiras, imediações da vila Barros. De acordo com Albertão, um funcionário da Secretaria de Habitação estaria se aproveitando da condição de presidente de uma associação de moradores para negociar lotes de maneira ilegal. Em resposta Alencar insinuou que tinha conhecimento de que Albertão teria pedido a exoneração do funcionário da Prefeitura.
Em reação, Albertão seguiu em direção a Alencar, que falava na tribuna, apontou o dedo em sua face e o chamou de mentiroso por diversas vezes. “O que mais me dói é que nunca pediria a demissão de ninguém na Prefeitura. Nunca pedi nada para o Executivo por duas razões simples: não faz parte do meu caráter; e sou oposição de verdade”, afirmou Albertão.