Em visita a Guarulhos na manhã desta quarta-feira, 20, no ginásio Thomeozão, no Bom Clima, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, procurou desviar o foco da crise sobre a suposta compra de um dossiê contra o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, que tem o PT como protagonista. Marinho ignorou o envolvimento de membros do governo no episódio e defendeu uma investigação sobre o conteúdo do dossiê. “PSDB e PFL não podem usar a questão da origem do dinheiro para tentar abafar o conteúdo do documento, que também precisa ser investigado. Serra tem muito a explicar”, disse. As declarações foram feitas em entrevista coletiva concedida antes da solenidade de abertura oficial do programa Juventude Cidadã, do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos (leia texto na página 9).
Nesta quarta-feira, a Polícia Federal expediu a intimação para que Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, também ligado à campanha de Lula, deponha sobre seu envolvimento com o dossiê contra Serra. Já a Justiça Eleitoral iniciou as investigações contra o presidente Lula, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o ex-assessor da Presidência Freud Godoy, o empresário Valdebran Padilha e o advogado Gedimar Passos. A abertura da investigação foi anunciada na terça-feira pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Cesar Rocha. O objetivo é de apurar até onde vai a suposta participação de cada um no episódio do dossiê Vedoin. Se ficar comprovado o envolvimento de Lula, o presidente pode até ser declarado inelegível.