Política - [11h36 31/08/2006]
Guarulhos ainda à espera da "Lei Seca"
por Keila Baraçal
Especialistas divergem quanto à sua eficácia
A polêmica sobre a eficácia ou não do fechamento dos bares na redução dos índices de criminalidade adormece na Câmara de Guarulhos, mas ainda pode voltar à pauta. O projeto de autoria do vereador Ulisses Correia (PT) que dispõe sobre o fechamento dos bares da cidade às 23h, de segunda a quinta-feira, e à meia-noite às sextas, sábados, domingos e feriados, conhecido como “lei seca”, foi rejeitado por apenas um voto.
Ulisses afirma que elaborou a proposta ao constatar que 16 municípios do Estado adotaram a medida, como Diadema, na região do ABC. Em linhas gerais, a lei funciona assim: depois um determinado horário (normalmente a partir das 23h), bares baixam as portas. Não existe, porém, um consenso sobre os efeitos na queda da criminalidade. Pesquisa recente aponta que o aumento do policiamento faz mais efeito.
Na opinião do delegado da 1ª Seccional de Guarulhos, João Roque Américo, antes de se partir para soluções como essa, é preciso melhorar a qualidade de vidada população. “Isso quer dizer mais iluminação, regularização das moradias e outras medidas”, afirma.
Em Diadema, onde a lei vigora há 7 anos, as autoridades locais dizem que os índices de violência cairam. “Em 1999, Diadema apresentava taxa de 110,32 homicídios a cada 100 mil habitantes; os primeiros meses de 2006 registraram 10,44”, argumenta a diretora da Segurança, Regina Miki. "As pesquisas indicam que hoje a aprovação é de 97% da população", conclui.
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