Tribuna Livre - [09h14 26/09/2006]
Cargos
por Da Redação
A palavra dos leitores do Olho Vivo
Em Guarulhos, está ocorrendo a contratação para cargos que deveriam ser preenchidos mediante concurso público. São contratados os famosos “companheiros” comissionados. Na Saúde, médicos, enfermeiros, nutricionistas e demais funções (algumas criadas por essa Prefeitura) são contratados sem concurso. Na área jurídica, foram criados cargos em comissão denominados “consultor jurídico” e “consultor jurídico adjunto”, também sem concurso. A Câmara criou, por lei, os referidos cargos, mas não foi criada lei que especifica suas funções. Na prática, essas pessoas têm as mesmas funções que deveriam ser exercidas por procuradores concursados. Esses “consultores comissionados” defendem o município, quando a Constituição diz que não poderiam fazê-lo. Em 2005, por pressão do Ministério Público, o munícipio realizou o primeiro concurso público para preencher as 48 vagas de procurador. Dos 48 aprovados, somente os sete primeiros assumiram, em julho de 2006, quase oito meses depois.
Alguns dos consultores jurídicos e consultores jurídicos adjuntos prestaram o referido concurso, mas nenhum deles conseguiu passar nem na primeira fase. Nenhum deles! Mesmo após o concurso, vários comissionados foram nomeados. O MP ainda tentou um acordo para acertar as irregularidades, mas a Prefeitura não aceitou a proposta.
JOÃO ANTÔNIO OLIVEIRA BONSUCESSO/GUARULHOS
ELEIÇÕES 2006 Manifesto meu desacordo com relação à maneira um tanto cabalística com que se desenvolve a campanha eleitoral, através de números. Para votar num candidato a deputado estadual, tenho que digitar uma dezena de milhar; num federal. uma milhar; num senador. uma centena; para presidente, uma dezena. É claro que esses números são indispensáveis numa votação eletrônica. Mas para votar em alguém, eu preciso conhecê-lo, saber pelo menos seu nome, o que faz e o que pensa. Os partidos, porém, sem exceção, martelam os algarismos em nosso subconsciente, na expectativa de que o digitemos automaticamente, sem pensar.
ARISTIDES CASTELO HANSSEN JARDIM SÍLVIA/GUARULHOS
BRINCADEIRA Aviso aos pais para que alertem seus filhos quanto à perigosa brincadeira que uma loja de material de construção está veiculando na TV. No comercial, aparece uma criança de quatro ou cinco anos pulando na tampa de uma bacia sanitária, como se fosse uma cama elástica. Acho um absurdo os órgãos de controle de propaganda não enxergarem isso. JATIACY F. DA SILVA PARQUE CONTINENTAL I – GUARULHOS
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